segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sobre bondade e um pouco mais

     Uma vez me disseram que o verdadeiro bem que fazemos é aquele que não somos capazes de medir. Demorei a entender o que isso queria dizer, até perceber que o bom dia para o porteiro, o copo d'água para o cara que limpou minha calçada ou parar na faixa de pedestres podiam ser os reais exemplos de bondade.

Quantas foram as vezes que você fez isso e nem percebeu que estava fazendo o bem?

     Tomar consciência de que o outro precisa de ajuda e ir ajudá-lo é muito fácil, porque é de nós, seres humanos, nos compadecer com a dor do outro. Difícil é você fazer o bem quando o outro não pede ajuda. Difícil é você dar abraço de graça, sem esperar que o outro peça e sem ser em datas comemorativas. Difícil é não ficar com raiva quando o preferencial entra na sua frente durante a consulta marcada. Difícil mesmo é fazer o bem quando ninguém está olhando. Fácil é visitar enfermos e carentes quando se tem interesses próprios por trás da visita, ser simpático e gentil apenas com o cara que tem o poder de te promover na empresa, dar o resto do seu almoço para quem precisa, ao invés de dar a melhor parte. 
      Pior do que toda essa verdade escancarada é perceber que toda essa vaidade disfarçada de bondade ainda assim faz barulho, chama atenção, parece estar na moda. Quando na realidade, se trata de uma verdade mal contada, uma bondade forçada e uma vaidade exagerada .
    E antes que pareça hipocrisia da minha parte ou que seja julgada ironicamente como santa, acredito na simples ideia de que bondade não é aquilo que você deve fazer porque os outros dizem que é legal ou bonito. O nome disso é outra coisa. Bondade é o que vem de dentro de cada um. 
   Acredito, apesar da linha tênue entre o que é de verdade e o que parece ser, que bondade também se aprende. Sim, eu aprendo todos os dias a ser melhor como pessoa. 



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