domingo, 26 de maio de 2013

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            Esse é o primeiro passo de uma caminhada,  falando sobre o que é essencial ao ser humano,  discutindo sobre a linha nada tênue entre o lado humano e científico da relação médico paciente, ou apenas incentivando a felicidade alheia através do nosso entusiasmo de escrever e inspirar.
        Entusiasmo, palavra que talvez não usemos seu significado em pleno potencial,  originada do grego en (dentro) e theos (Deus), portanto, o Deus dentro de mim, daí a importância do entusiasmo em nossas vidas. O objetivo do blog não se encontra no debate ou incentivo a religiões, mas sim pensamento positivo por trás dessa espiritualidade, desse modo, não é importante se a religião foi capaz de transformar água e vinho, mas será relevante desde que ela possa  mudar a dor em alegria. E esse é o ponto que a ciência pode trazer para o seu lado, o valor dos pensamentos positivos e suas bases biológicas, interferindo positivamente na qualidade de vida e até no tratamento do paciente.  Um cientista do assunto, o Dr.E. Valliant M.D., diretor do projeto Study of Adult Development na Universidade de Harvard, traz 2 citações pertinentes em seu livro “Fé, evidências científicas”


Hoje, muitos temem ou desprezam a religião por causa da associação que fazem ao “terror santo” e ao “ataque à razão”. Acredito porém, que, ao levar a ciência das emoções positivas a sério, podemos tornar a espiritualidade palatável, e até mesmo útil, para os críticos da religião. Ao mesmo tempo, podemos ajudar aqueles escravizados por suas tradições religiosas a compreender o que eles tem em comum com a tradição religiosa de outras pessoas.


Por que as palavras e a ciência não bastam? Os neurocientistas dissecam o cérebro com cuidado. Eles podem, por assim dizer, localizar os centros da tristeza, prazer, raiva e medo. No entanto, não localizaram o da alegria, pois ela é mais complexa do que um mero centro de prazer. Assim como o amor, a alegria é o conforto do vínculo e dos relacionamentos verdadeiros A alegria envolve muito mais do sistema nervoso central do que apenas a área septal e o núcleo accumbens, ligados ao prazer do vício em cocaína ou heroína, mais do que os centros do hipotálamo, motivadores do sexo e da fome, ou os núcleos das amígdalas, que estimulam a raiva e o medo. Portanto, necessito de música e poesia, produto do nosso cérebro integrado, para articular plenamente a alegria.

               Outro aspecto do blog, será sobre a humanização, paradoxalmente, o homem precisando ser humanizado. Dentro da área médica tomo particularmente o conceito ideal de humanização de um discurso do Jimmy Valvano, ex-treinador de basquete que faleceu de câncer, que ao receber um prêmio, declarou a seguinte frase “O câncer pode tirar todas minhas capacidades físicas, mas não pode tocar minha mente, não pode tocar na minha alma, não pode tocar no meu coração. E essas 3 coisas eu vou carrega-las para sempre”. Para mim, em qualquer caso da relação médico-paciente, o objetivo do médico deve ser  que o paciente sinta assim como o Jimmy Valvano sentiu sobre sua enfermidade, não havendo limites nessa relação, cabendo apenas ao médico ao paciente restringir as fronteiras de seu relacionamento.

                   O título de um texto traz uma perspectiva antecipada ou uma pequena introdução sobre o que será lido, mas engana-se quem acha que esse texto não possui um título. A mesma lacuna entre as aspas, é para representar o vazio nas pessoas, momentâneo, de espiritualidade e alegria, e que através das relações pessoais, possamos preenche-lo , e assim, o entusiasmo cotidiano sobressair.

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